Um gentleman chic
Com o passar do tempo, os homens passaram a lidar não só com os “modos” (a etiqueta urbana, o status na sociedade, a solenidade nas festas, isto é, o perfil do “gentleman”) mas também com as “modas”. A indústria se voltava para a moda masculina, com coleções, desfiles e editoriais de moda produzidos na medida para atrair os homens, algo inédito até então. Na segunda metade do século 20, o homem se torna um novo público-alvo para a artilharia fashion. A moda passa a simbolizar um estilo de vida mais sofisticado para o homem moderno.
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"The One Gentleman", perfume sublime de Dolce & Gabbana.
De 1960/1970 em diante, os homens passaram a adotar peças com cores mais fortes e de estilo mais casual. O flerte entre os clássicos e um estilo informal se torna bem-vindo, ampliando o armário deles com diversas cortes e modelagens para camisas pólo, jeans, paletó, mocassins, sapatos de camurça, cintos de couro e itens afins. Nessa transformação, o antropólogo Gilberto Freyre vê um novo comportamento, com mais liberdades para se vestir na sociedade. É o momento perfeito para começar a inovar, uma das premissas mais importantes para o triunfo vanguardista da moda.
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Chic Homem, por Gloria Kalil
Já no século 21, os homens ampliam seus domínios nessa área, começam a se interessar pelo assunto a ponto de ousarem mais (as unhas pintadas e as sobrancelhas feitas dos metrossexuais se encaixam aí também). Para os mais resistentes, surgem os manuais de estilo, caso de
Chic Homem (Editora Senac, 1998), em que a autora, a stylist Glória Kalil afirma: “Moda é assunto de homem, sim senhor”. Assim, os limites imaginários entre os “modos de homem” e as “modas de mulher” se dissipam trazendo liberdade à forma como os homens se vestem. O melhor? O homem contemporâneo pode continuar um perfeito gentleman, mas chic.
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